DOMESTICAÇÃO DO CAVALO

  Inicialmente, quatro tipos de cavalos foram desenvolvidos na Ásia e Europa: Cavalo da floresta, Cavalo da Tundra, Tarpan e Przewalski. Milhares de anos de seleção natural, adaptação a diferentes ecossistemas, atuaram sobre estes agrupamentos originais, formando os quatro pilares étnicos de praticamente todas as raças eqüinas do mundo: Árabe, bérbere, espanhol, inglês. Por sua vez, as raças são enquadradas nas categorias de acordo com o porte e função:

- cavalos pesados ou de tração, também chamados de “sangue frio”, porque são muito calmos.

- cavalos leves ou de esportes e lazer, também chamados de “sangue quente”, porque o temperamento é ativo.

- Cavalos pequenos ou poney, de altura até 1,40m , aproximadamente. Uma sub-divisão moderna deste grupo é representada pelo mini-poney, de altura inferior a 1,00m.

  Do livro Animais Nossos Irmãos, de Euripedes Kuhl, foi extraído um excelente texto sobre a domesticação do cavalo:

  "Foi domesticado três mil anos após o carneiro, a cabra, o porco, o boi e o cachorro. Sua domesticação se deu na Ásia e na Europa, sendo importantíssimo fator no desenvolvimento dessas milenares civilizações. Desde o início foi usado nas guerras e nos torneios aristocráticos e em desfiles de ostentação social. Os cavalos da raça árabe existem há 5000 anos e são considerados os principais ancestrais de outras raças. São cavalos rústicos e versáteis, aptos para provas de hipismo e lida de gado.

  Posteriormente, vencendo preconceito dos camponeses, o cavalo passou a substituir o boi nos trabalhos de carga, de sela, de atrelamento (carroça, charrete, máquinas agrícolas, etc) e em moinhos. Com a motorização da agricultura quase se extinguiu a civilização dos cavalos nos EUA, antes da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), e na Europa, após. Em 1984 o rebanho eqüino no Brasil era estimado em 5,4 milhões de cabeças.

  Os ancestrais fósseis do cavalo provam que sua evolução lhe deu: - maior tamanho na maioria das raças, - redução em algumas raças, - desaparecimento dos dedos laterais, - crescimento do dedo médio, - dentição: pré-molares tornaram-se molares e os caninos desapareceram. Herbívoro (após a queda dos caninos?), forte, veloz, em nada o cavalo depende do homem. Ao contrário, asseguram os historiadores, naturalistas e pesquisadores, em geral, que sem o cavalo o mundo não teria tido o progresso atual. Indeclinável admitir que Deus, Criador de tudo e de todos, situando o cavalo na Terra o fez para que o animal com sua força, alavancasse o progresso humano. Nem poderia ser outra a razão para que os cavalos sofressem tantas mutações genéticas, desde seus ancestrais.

  Capazes de se deslocar em qualquer terreno, atualmente persiste sua utilização nas propriedades agrícolas, principalmente no Brasil, onde 2/3 das fazendas são pequenas, não comportando tratores. Ao se domesticar, o cavalo põe a mostra um comportamento de submissão, provando decisivamente que o relacionamento entre os seres vivos não se norteia pela "lei do mais forte", e sim pelo respeito mútuo. São tão fiéis os cavalos que se igualam aos cães de estimação, demonstrando satisfação na presença de seus donos. A melhor forma de demonstrar gratidão a Deus, por ter dado à humanidade mais um maravilhoso presente - os cavalos - é tratar esses animais com respeito e afeto, jamais os sobrecarregando ou maltratando."

  Inicialmente, os cavalos foram domesticados para consumo de carne. Em seguida, para ser usado como animal de carga, atrelagem, tração. Enquanto as civilizações primitivas egípcias e gregas utilizavam o cavalo mais na atrelagem, os persas demonstravam aptidões natas como exímios cavaleiros. A ultima utilidade do cavalo domesticado foi como animal de montaria, auxiliando o deslocamento dos povos. Infelizmente, foi largamente usado nas guerras. Os índios são considerados os melhores domesticadores de cavalos, conquistando a amizade com bons tratos.

   
       
       
 
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